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| Hoje pensei em te escrever... |
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
TEMPÃO INTEGRAL
terça-feira, fevereiro 21, 2012
CRÔNICA DE UMA TARDE DE CARNAVAL... NO MURICI
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| Miss Murici |
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| Ju |
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quarta-feira, janeiro 11, 2012
Prêmio Braskem do Teatro Estudantil Baiano
terça-feira, janeiro 03, 2012
quinta-feira, dezembro 29, 2011
sexta-feira, dezembro 23, 2011
É um tal de fila pra lá, fila pra cá,
empurra-empurra, ei moço, quanto é?
verde, azul, ou aquela de prata?
acho o de chocolate mais gostoso.
eu quero com cobertura de nozes e amendoim.
o meu branco, não gosto muito do tinto.
ai, nao, prefiro aquele branco que tem a maçã.
nao, nao, o saramago é bem melhor, nao tem erro.
peru , frango, suino, bolvino ou codorna?
espera só um minuto coração, que já te atendo.
e TV aqui é quanto?
e esse celular quanto é?
a mãe falou que não gosta dessa marca.
o pai falou que não pode gastar muito.
a Camila adora jóias...
o João vivia sonhando com um desses.
olha o pesado!
meu deus, será o limite vai dá?
não tenho o numero 36 serve o 34?
essa ficou perfeita, ela vai adorar!
de lycra ele tem alergia,pode cancelar.
essa embalagem é muito...
gravata é pouco?
baton, perfume,ou maquiagem?
sabonete tá de bom tamanho.
E o camelô de CD lembra-nos: "Então é natal..."
terça-feira, outubro 04, 2011
SOBRE A INFANCIA
Eram sempre primavera naquele tempo e não me importava se tinha vergonha em comer carne na casa dos amigos, já que não tinha hábito de comê-la na minha.
Era tudo colorido, eu só queria brincar! Queria terminar os afazeres domésticos para ver a televisao e ficar vidrado nas histórias do Doug Funny e emocionado ao me indentificar com o Chaves, pois, eu tinha um melhor amigo que era o tesouro da sua mamãe e eu nem mãe tinha, quem dirá um sanduiche de presunto...
Ser aquela criança foi muito duro pra mim... Dias dos pais, cadê o Pai? Dia das mães cadê a Mãe? Dia das crianças, aniversário e natal, cadê presente? cadê minha bicicleta que espero até hoje? Papai-Noel nunca gostou de mim...
Mesmo assim, em meio a pilha de pratos que eu tinha que lavar e a casa pra varrer eu sonhava... sonhava em sair pelo mundo. Olhava pra estrela e lhes perguntava: " Ei, como eu faço para ir até ai? Como faço para ser feliz e reluzir como vocês?" E entre uma estrela cadente e outra, meu pedido de ter um pai e uma mãe foi se tranformando em desejo de correr mundo... Lá, talvez, eu pudesse ser mais feliz, lá as pessoa iriam me amar, se divertir com minha presença e se encantar com as minhas descobertas e realizações.
Foi ai que me apareceu uma tia madrinha e o que era desejo se transformou em realidade. Hoje procuro ser a criança que sempre desejei ser com o "mundo" que ela me deu de presente.
domingo, outubro 02, 2011
Um dia...
VENHA!
Mas venha assim, como quem vem pra ficar.
Pra quando partir, levar parte de mim consigo.
E quando voltar, causar festa no meu estomago, arrepio na minha nuca e tremedeira nas minhas pernas.
segunda-feira, agosto 01, 2011
you dont know me...
por que continuas pensando em mim se eu não me marterializo na sua frente?
you dont know me...
porque a bermuda branca com listras em tons de azul e camisa azul bêbe e a roupa de baixo preta não saem das tuas retinas?
you dont know me...
por que imaginas que os olhos puxados e pouco vesgos complementam a ingenuidade deste sorriso de menino?
you dont know me...
por que a boca é tao macia quanto os fios dos cabelos?
por que os toques ainda são sentidos e dejados?
por que aqueles gemidos insistem em não sair do teus ouvidos?
você não me conhece...
Why insist on being the language on the same wavelength as mine?
você não me conhece...
why do you desire my desire?
você não me conhece...
why envision my eyes?
você não me conhece...
Why insist on wanting to know where to walk, I talk to and where I have fun?
você não me conhece.
quarta-feira, julho 06, 2011
IDEIA FIXA
Não vou mais perguntar como você está.
Nem vou mais te desejar quando a vontade voltar.
Nem vou implora por teu amor vulgar!.
Nem me afligir por não me dares atenção quando eu falar... parece que você é surdo! mal educado sem que não é, pois, me responde, mas por educação, nunca por comoção.
Não vou me estripar para ter um momento em que os teus olhos lembrem do meu olhar.
Não vou impregnar meus pensamentos com seu sorriso, com seu cheiro, com seu paladar...
Não vou maltratar os confessionários por te declarar, lembrando do dia e da noite que te fiz amar. Maldito instante, bendito lembrar.
Não vou dilacerar minha pele tentando te encontrar.
Não vou mais querer recordar à hora de me deparar.
Nem vou mais rezar esperando você chegar.
Não quero mais mentir nem dissimular...
Não vou mais desviar minha forças para te agradar. Sabe aquele vinho? Não vou mais te convidar, sabe aquele sol? Por ti não vai mais te brilhar. E tua beleza rara vai se apagar; aquela alegria de menino vai se esquivar e quando tu começares a rogar, a tua voz ninguém ouvirá e quando por piedade outra vir a te desejar, tu como fraco vais mais uma vez te camuflar.
Não quero mais essa doença, nem essa agonia, nem esse calor, essa melancolia, essa musica alta, esse olhos a lacrimejar, esse ego magoado, esses tremores, esses nervos a te suplicar.... Nem esse medo bobo de te deletar.
04/07/2011
quinta-feira, março 31, 2011
Concorrente ao Prêmio Braskem de Teatro fará Temporada Internacional
Indicado em 3 categorias do Prêmio Braskem de Teatro 2010- a premiação máxima do teatro baiano- nas categorias: Melhor Espetáculo, Diretor Revelação (José Jackson) e ator Revelação (Nando Zâmbia); O espetáculo apresentado na favela do Calabar, Dois Perdidos Numa Noite Suja, fará temporada internacional a convite da Universidade de Évora- Portugal.
O espetáculo da obra de Plínio Marcos, que trata da migração para os grandes centros e questiona o prejuízo para os indivíduos neste sonho de prosperidade, será uma oportunidade que os espectadores portugueses terão para refletirem sobre a imigração que constantemente assola aquele país.
Além da discussão sobre o tema citado, é um ensejo que os estudantes lusitanos terão para conhecer um clássico da dramaturgia brasileira, como destaca o Diretor do Curso de Licenciatura em Artes do Espetáculo- Teatro, do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Évora, Tiago Porteiro.
A temporada acontecerá no início de junho e estão previstas, além das 5 apresentações, uma conferência sobre a vida e obra de Plínio Marcos, e um bate- papo sobre a produção cultural brasileira e portuguesa.
Depois desta temporada o espetáculo voltará em cartaz na capital baiana e no segundo semestre se apresentará em algumas comunidades do Rio de Janeiro, como a Cidade de Deus e Vidigal, que já estão em processo de pré - produção.terça-feira, novembro 30, 2010
Al principio del mundo Olofin hizo al hombre y a la mujer y les dio la vida. Olofin hizo la vida pero se le olvidó hacer la muerte. Pasaban los años y los hombres y las mujeres cada vez se ponían más viejos pero no se morían. La tierra se llenó de viejos que tenían miles de años y que seguían mandando de acuerdo con sus viejas leyes. Tanto clamaron los más jóvenes que un día su clamores llegaron a oidos de Olofin. Y Olofin vio que el mundo no era tan bueno como él lo había planeado y sintió que él también estaba viejo y cansado para volver a empezar lo que tan mal le había salido. Entonces Olofin llamó a Ikú para que se encargara del asunto. Y vio Ikú que había que acabar con el tiempo en que la gente no moría. Hizo Ikú entonces que lloviera sobre la tierra durante treinta días y treinta noches sin parar y todo fue quedando bajo el agua. Sólo los niños y los más jóvenes pudieron treparse en los árboles gigantes y subir a las montañas más altas. La tierra entera se convirtió en un gran río sin orillas. Los jóvenes supieron entonces que la tierra estaba más limpia y más bella y corrieron a darle gracias a Ikú porque había acabado con la inmortalidad.
Relato Yorubadomingo, agosto 15, 2010

UFBA LEVA AO CALABAR O ESPETACULO DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA.
http://www.jornaldamidia.com.br/noticias
domingo, agosto 01, 2010
I
Só o amar, só o conhecer
conta, não ter amado,
não ter conhecido. Angustia
o viver um consumado
amor. A alma já não cresce.
Assim, no calor encantado
da noite que cheia desce
pelas curvas do rio e as súbitas
visões da cidade embaçada de luzes,
ecoam ainda as mil vidas,
desamores, mistério, e miséria
dos sentidos, tornando-me inimigas
as formas do mundo, que ontem eram
ainda a minha razão de existir.
Exausto, entediado, torno por negras
praças de mercados, tristes
estradas em torno ao porto fluvial,
barracos e armazéns mistos
com os últimos prados. Lá, mortal
é o silêncio: e ali, na Viale Marconi,
estação Trastevere, é doce o final
da tarde. E lá nos seus rincões,
nos subúrbios, ligam os motores
ligeiros — vestidos ou só de calções
de trabalho, num impulso de festivo ardor —
os jovens, com amigos na garupa,
rindo e sujos. Os últimos clientes
conversam em pé e em alta
voz à noite, aqui, ali, em mesinhas
de bares ainda luzentes e semivazios.
pier paolo pasolini / as cinzas de gramsci
IV
O escândalo de me contradizer, de estar
contigo e contra ti; contigo no coração,
à luz do dia, contra ti na noite das entranhas;
traidor da condição paterrna
- em pensamento, numa sombra de acção –
a ela me liguei no ardor
dos instintos, da paixão estética;
fascinado por uma vida proletária
muito anterior a ti, a minha religião
é a sua alegria, não a sua luta
de milénios: a sua natureza, não a sua
consciência; só a força originária
do homem, que na acção se perdeu,
lhe dá a embriaguez da nostalgia
e um halo poético e mais nada
sei dizer, a não ser o que seria
justo, mas não sincero, amor abstracto,
e não dolorida simpatia…
Pobre como os pobres, agarro-me
como eles a esperanças humilhantes,
como eles, para viver me bato
dia a dia. Mas na minha desoladora
condição de deserdado,
possuo a mais exaltante
das poses burguesas, o bem mais absoluto.
Todavia, se possuo a história,
também a história me possui e me ilumina:
mas de que serve a luz?
sexta-feira, julho 30, 2010
o dia caminhava ao som de buzinas, pássaros, gritos, canções, mas por um instante o céu se apagou
- o que aconteceu?
- só vi quando desabou ai.
o universo caminha lento no seu transcorrer de tempo, o vento estava parado e ao redor um multidão.
- oi você me ouve? o que aconteceu com você?
- ah eu só...
flash de memória. Num instante a roda gigante começou a girar: só preciso de me sentar à sombra.
as sombras eram indefinidas as vozes altas e destoadas, vozes ao microfone, carros passando pessoas caminhando e no ar pombas fazendo o seu balé diário em frente a igreja que se aproximava.
- vc tem dinheiro pra pegar um taxi?
- vc quer ligar pra alguém?
- tenho, tenho sim.
diversas mãos segurando firme ao que se punha a baixo. Diversas palavras, e silêncios.
- meu deus acode! ele tá verde.
- vc está bem?
-Cade minha mochila?
- Tá aqui.tá tudo aqui,fica tranquilo.
a sensação de estar sendo conduzido sem saber pra onde, os becos, e o calafrio num dia ensolarado.
-abre a boca essa bala vai te ajudar.
as balas também podem matar mas a consciência nao veio.
- meu deus o menino tá gelado, acode!!
passos, braços, caminhada...
- pra onde estão me levando? cadê minha coisas, me põe no chão.
imagens desfocadas, pessoas desconhecidas e uma sensação de alegria, afinal morrer não dói como afirmou cazuza, a sensação é boa. alegria
- ele está rindo? ( será que alguém disse isso?) por um instante o corpo em paz, a mente sem referencia, e o riso veio.
O corpo desativado. o mundo parou, tudo estava escuro e de repente a euforia do dia a dia: cores, cheiros, sons, tato.
- alô, vem me busca aqui, estou dentro de um ônibus, estou preso ao lado da policia civil. Vem por piedade estão me segurando aqui e eu preciso ir.
com todos os movimentos e palavras recobrados a vida seguiu o seu rumo. sobrou a feliz sensação de ter sido desativado por alguns segundos no centro de uma cidade em extase.
sexta-feira, maio 14, 2010

O Corpo Exige
Presto distraída atenção ao meu corpo.
O que me pede, eu faço.
Às vezes, não entendo logo suas ordens, mas
cedo sempre.
Me achego a ele e indago:
-O que queres? Ah, é isso? Então, concedo.
Sempre que eu resisti
um de nós saiu-se mal.
Nas 24 horas do dia, ele pede,
e quando cala, fala
num discurso de sonhos
que me abala.
Ele sabe. Eu sei que ele sabe,
e sabe antes de mim, e nele
eu sei dobrado, sou um-e-dois
como os dois cortes de um sabre.
(Afonso Romano Santana)
No dia em que me olhando nu ela disse:
Gostaria que seu pau cantasse.
Asas nasceram-me nas virilhas,
Trinados cruzaram a madrugada
E meus lençóis amanheceram cheios
De penas
- e poema.
(Afonso Romano)






